Como fazer um beatmap de osu! mania

Um guia de mapping passo a passo, do timing até um .osz pronto.

Um beatmap de osu! mania é um conjunto de notas em colunas, posicionadas sobre uma grade de timing para que apertá-las pareça tocar a música. Fazer um é um ofício: a maior parte do trabalho é ouvir com atenção e decidir o que o jogador deve sentir. Este guia percorre o processo inteiro na ordem em que os mappers realmente trabalham. Ele vale para qualquer um dos clientes do osu! — lazer ou stable —, já que os dois têm um editor de beatmaps embutido. Vai mapear osu! standard? Veja como fazer um beatmap de osu!.

1. O que você precisa

Para começar, abra o editor e crie um novo beatmap a partir do seu arquivo de áudio. A tela de configuração pede o título da música, o artista e o seu nome como criador — você pode preencher agora ou no final.

2. Comece pelo timing

O timing vem primeiro porque toda nota se encaixa nele. Se a grade estiver errada, todas as notas sobre ela estarão erradas, e nenhum padrão salva o chart. O timing tem duas partes:

Você define os dois no editor adicionando um timing point (uma linha vermelha, também chamada de uninherited). Use o metrônomo para conferir: toque a música inteira e preste atenção se os cliques continuam na batida. Uma grade que começa certa mas vai saindo do lugar até o final indica que o BPM está um pouco errado. Uma grade que fica sempre adiantada ou atrasada indica que o offset está errado.

Músicas que mudam de andamento precisam de um novo timing point vermelho em cada mudança. Gravações ao vivo e músicas mais antigas costumam oscilar um pouco; são as mais difíceis de acertar o timing e vale a pena pedir ajuda. Os pontos verdes (inherited) são outra coisa: eles não mudam a grade, mudam a velocidade de rolagem e o volume dos hitsounds.

Para uma explicação mais aprofundada e formas práticas de descobrir um BPM, veja BPM e offset no osu!, explicados.

3. Defina o número de teclas e a dificuldade

O número de teclas — a quantidade de colunas — é definido nas configurações de dificuldade do beatmap. 4K e 7K são os mais jogados; 5K, 6K, 8K e 9K têm públicos menores, mas fiéis. Escolha o que você joga, porque você mesmo vai testar o chart.

A dificuldade-alvo depende principalmente da densidade de notas e de quão exigentes são os padrões. O osu! calcula uma star rating para cada dificuldade, mas ela é um resultado, não uma configuração — você a controla pelo que mapeia. A configuração Overall Difficulty (OD) controla o quão rígidas são as janelas de acerto, e o HP controla a velocidade com que a barra de vida esvazia.

Spread. Um mapset normalmente tem várias dificuldades que sobem aos poucos, para que jogadores de níveis diferentes possam jogar a música. Muitos mappers começam pela dificuldade mais difícil para definir a estrutura da música e depois simplificam para baixo. Cada degrau abaixo deve parecer a mesma música com menos notas, e mais fáceis — não uma interpretação diferente.

4. Mapeie a música

Cada nota deve estar ali por causa de algo na música. Antes de mapear uma seção, decida o que o jogador vai seguir:

Ajuste a intensidade à música: seções mais calmas devem ser mais leves, e a parte mais forte da música deve ser a parte mais intensa do chart. Use o beat snap divisor para posicionar as notas com precisão — 1/4 cobre a maioria das músicas, 1/3 ou 1/6 é necessário para ritmos de tercina, e 1/8 é para trechos muito rápidos. Não use um snap mais fino do que a música realmente tem.

5. Monte os padrões

Padrões são a forma como as notas se distribuem pelas colunas. Os blocos básicos mais comuns no osu! mania:

Acima de tudo, mantenha os padrões legíveis. Sons parecidos devem ter padrões parecidos, para que o jogador aprenda o chart ouvindo. Evite movimentos de mão desconfortáveis que a música não pede e mantenha a dificuldade consistente — um padrão inesperadamente difícil em um chart fácil é um erro comum.

6. Teste e ajuste

7. Finalize e exporte o beatmap

Preencha os metadados na tela de configuração — título, artista, criador, fonte e tags — e adicione uma imagem de fundo, se tiver. Depois exporte o mapset pelo editor como .osz, o pacote de beatmap padrão: o áudio, o fundo e todas as dificuldades em um único arquivo. Abrir um .osz o importa no osu! — veja como instalar beatmaps se ele não aparecer.

Se quiser compartilhar o mapa no site do osu!, leia antes os critérios de ranqueamento do osu! mania e os guias de beatmapping da wiki do osu!.

8. Usando IA para gerar um ponto de partida

Mapear à mão uma série completa de dificuldades leva muitas horas, e a maioria das músicas nunca chega a ser mapeada. A geração por IA é outra forma de conseguir um chart: em vez de começar com o editor vazio, você começa com um mapset completo e jogável. Este é o fluxo com o ManiaGAI, o gerador deste site:

  1. Envie a música no gerador ManiaGAI, ou cole o link de um beatmap do osu! ou o ID de um mapset para usar a música daquele mapset. O timing — BPM e offset, incluindo mudanças de andamento — é detectado automaticamente.
  2. Escolha o número de teclas (4K–9K) e as dificuldades, que vão de ★1 para cima.
  3. Ajuste o estilo de cada dificuldade se quiser, ou mantenha os padrões, que são valores típicos para aquele número de teclas e star rating.
  4. Gere. Você recebe o mapset inteiro como um único .osz em segundos.
  5. Faça o playtest — e, se quiser deixá-lo com a sua cara, abra no editor do osu! e retrabalhe usando tudo o que está neste guia.

Uma música pode já ter um beatmap no osu!, mas talvez não um chart 4K, um chart na dificuldade que você quer ou sequer um chart de osu! mania. Cole o link do beatmapset e use a música como ponto de partida para um novo mapset do ManiaGAI. O mapset importado fornece só a música; o ManiaGAI gera um chart novo — ele não converte nem copia os existentes.

Como funciona — o modelo de timing, os dados de treinamento e como medimos a precisão do timing — está documentado na página de tecnologia. Gerar de novo uma única seção mantendo o resto do chart está planejado, mas ainda não está disponível.

9. A IA não substitui o julgamento de um mapper

Um mapper humano habilidoso ainda faz charts melhores. Mapear é interpretar: decidir qual som importa, onde a música deve pesar e o que o chart está tentando dizer. A geração por IA é útil quando a alternativa é simplesmente não ter o chart que você quer — uma música que ninguém mapeou, um número de teclas ou uma dificuldade que ninguém fez, ou um rascunho para começar. Se você compartilhar um chart gerado ou feito com ajuda de IA, avise, e não o apresente como trabalho mapeado à mão.